Êxtase Divino

A gente não tem noção do quanto tocamos vidas com o trabalho online.Eu mesma, mesmo recebendo vários feedbacks positivos do meu trabalho, às vezes ainda duvido. Até que um dia, um telefonema de uma aluna online me surpreendeu.Ela ligou porque,…

A gente não tem noção do quanto tocamos vidas com o trabalho online.
Eu mesma, mesmo recebendo vários feedbacks positivos do meu trabalho, às vezes ainda duvido.

Até que um dia, um telefonema de uma aluna online me surpreendeu.
Ela ligou porque, na nossa última meditação da lua cheia, sentiu uma energia diferente no corpo — em forma de um tesão absurdo, quase um êxtase divino.

E, ao invés de viver o processo, ela entrou em vários julgamentos: “Por que sentir essa energia no meio de um mantra sagrado?”

Nós estávamos em um ritual de Ganesha, e, para quem não sabe, o despertar da Kundalini — a energia espiritual — pode se manifestar de diferentes formas.
Uma delas é justamente essa sensação de êxtase, que a mente confunde com prazer carnal.

Muita gente se perde nesse processo, porque descarrega essa energia na sexualidade, em vez de simplesmente observar e deixar que ela se manifeste em sua forma mais criativa e sagrada.

Fiquei impressionada. Mesmo online, ela teve um despertar que, para muita gente, pode demorar uma vida inteira.
Fiquei chocada — a energia realmente chega até a pessoa.

Ouvi essa aluna com atenção e a conduzi da forma como meu mestre me orientou quando também vivi meu próprio processo de despertar, muitos anos atrás.

Mas aquilo me fez pensar: o que estamos realmente ensinando online?
Quem está pronto para receber tamanho conhecimento?
E qual é a responsabilidade de um professor ao transmitir algo tão profundo — que antes era de acesso restrito e, hoje, está em qualquer vídeo do YouTube?

Como professora online, eu sempre falo sobre os riscos de certas práticas e trago a consciência da minha própria experiência dentro de uma escola tradicional.
Certas técnicas exigem cautela: não devem ser misturadas com sexo, drogas ou outras práticas.

Trabalhamos com energia, e mesmo quando não temos consciência dessa força, ela atua.

Por isso, sempre recomendo aos meus alunos:

Faça uma prática por vez.
Evite misturar aulas de diferentes professores no YouTube.
Cada um trabalha com egregoras diferentes — forças distintas —, e às vezes puxamos uma energia que não sabemos lidar.

Tudo isso eu discuto com meus alunos, especialmente com os da Formação de Professores.
Precisamos ter consciência de que, ao ensinar uma técnica milenar, não transmitimos apenas o método, mas também a energia que está por trás dele.

E o mais perigoso é que muita gente não tem consciência nenhuma disso.

Então eu te pergunto, professor:
👉 Você já se questionou sobre a energia do que ensina?

Wal Nunes

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